terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Barulho d'água (Tem de tudo no varal)
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Barulho d'água (Haicailinhas 2)
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Barulho d'água (Amém!!!)
domingo, 25 de novembro de 2012
O amigo ideal (Barulho d'água)
O amigo ideal
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Balada para a moça com nome de flor (Barulho d'água)
Balada para a moça com nome de flor
sábado, 6 de outubro de 2012
Retrato 3x4 (Barulho d'água)
Retrato 3x4
Dois olhos (Barulho d'água)
Dois olhos
Em terra de cegos, quem tem um olho é rei. E quem tem dois mantém um na guarda do soberano, outro na porta do fundo do palácio... para vazar caso o surpreendam se divertindo com a rainha!
sábado, 8 de setembro de 2012
À sombra do ipê (Barulho d`água)
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Ato de nobreza (Barulho d'água)
Ato de nobreza
domingo, 22 de julho de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Barulho d`água (Surpresa)
Surpresa
domingo, 17 de junho de 2012
Barulho d`água (Algo especial)
domingo, 1 de janeiro de 2012
Pássaros no Beiral - haicais e tankas: Ano Novo - 10 haicais
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Barulho de água (Leis da espiritualidade)
* A primeira diz: *"A pessoa que vem é a pessoa certa".* Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, tem algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação. A segunda lei diz: *"Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido". * Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum... "se eu tivesse feito tal coisa..." ou "aconteceu que um outro ...". Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. A terceira diz: *"Toda vez que você iniciar é o momento certo".* Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem. E a quarta e última afirma: *"Quando algo termina, ele termina".* Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência. Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado
domingo, 20 de novembro de 2011
Barulho d'água (Gesus ou Jenésio)
Gesus ou Jenésio?
Dia desses,na feira-livre lá do bairro, à medida em que pendurava no varal sobre as pilhas
de hortifrutigranjeiros o cartaz com os preços daquele dia, um dos funcionários
da barraca apregoava o nome de cada espécie enfatizando sempre as letras que
poderiam gerar dúvidas e outras características do vegetal, como por exemplo,
“jiló, com jóta, direto de Jundiaí!”, conforme exclamou. O item seguinte foi
chuchu, “com dois ceagás, e que pode ser preparado em frigideira, sem chiadeira!”,
e, assim sucessivamente, passando pela vagem, “com gê, de gato!”; pela cenoura,
“com cê de coelho, que é quem mais gosta dela!”; e pelo quiabo, “com quê e quase
sem baba!”. Fiquei prestando atenção no jeito bem-humorado do feirante, achando
um barato como ele recorria à criatividade para mencionar, corretamente, o nome
de cada tipo de alimento à venda cuja grafia pudesse – e costuma -- gerar algum
tipo de confusão devido às semelhanças entre sons de letras diferentes. Percebi
que depois do quiabo seria apresentada outra delícia do dia-a-dia que, também,
faz as pessoas trocarem Gesus por Jenésio. Fiquei esperando para conferir como
ele iria se pronunciar; se, por acaso, também não tropeçaria, como pode ocorrer
com quem não tem tanta intimidade com a língua portuguesa, embora não parecesse,
mesmo, ser o caso dele. “Barriga preta, que lá em casa, para emagrecer, vira
até chá, com ceagá!" tascou, olhando-me. “Ah, não vale, como assim?”
protestei no ato, zombeteiro: “Não tente me convencer que, desta vez, você não
saberia se é com gê ou com jóta que se pronuncia o nome desta delícia!” O
camarada não perdeu a pose. Demonstrando que sabia, sim, senhor, e que estava
só (me) sacaneando, emendou, sem deixar o abacaxi por descacar: “Arrê, sei sim,
freguês, qual letra aparece no meio do
verdadeiro nome da ‘barriga preta’ aqui, que, por sinal, fica uma delícia
servida à milanesa! Mas milanesa com ésse, de suflê, e não zê, de zoeira, como
estou fazendo, mas que muita dona de casa que passa por aqui pensa que é!” . “Está
certo, nesta você me pegou, parabéns, colega, fazer feira assim é bem mais
divertido!”, comentei, já saindo com a
sacola cheia de jilós, de chuchus, de vagens, de cenouras, de quiabos, e, claro...
de barrigas pretas! “Sempre às ordens, patrão, e precisando de algo é só me
procurar: sou o Genésio!”, completou, estendendo-me a mão direita. “Mas como
meu nome sempre dá muita confusão, pode me tratar pelo sobrenome mesmo, grava
ai, este não tem como ninguém errar: é Jesus!”
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Barulho d'água (Trégua)
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Barulho d'água (Atrevimento)
Atrevimento
Sei que é chover no molhado,
Dizer o que todo dia você ouve,
Talvez com até mais picardia,
E observar aqui, quase ingênuo,
como se fosse inédito, amiga:
Você é tão bela, todos os dias,
E em alguns dias fica ainda tão mais bela,
Que três míseros segundos ao teu lado
Já bastam para nos prender e confundir os sentidos,
Despertam todos os desejos
Entre os quais o de jamais ir embora,
De ficar eternamente ao teu lado --
Se possível, numa ilha deserta!
Trato aqui de uma beleza que não é só a corpórea,
Esta tua, feminina,
Refiro-me ao que flui do teu íntimo,
Gratuitamente transborda e molha,
Chega-nos pelo teu olhar, pelo teu sorriso,
Pelo brilho da tua pele, pelo teu abraço;
Ah, mesmo que breve, ou curto, eu curto;
E que, sim, não poderia ser diferente,
Jamais poderia nos pegar a não ser pelo coração...
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Barulho d'água (Abraços...)
Soubesse eu que de todos os abraços,
( e foram tantos), aquele seria o último,
não do mês, nem do dia, mas da vida.
... Soubesse eu, o que faria?
Se eu pudesse prever que o beijo alegre,
nunca mais se repetiria.
Boca sorriso quente em face quente.
Boca amargura fria em face fria.
Ah! quem me dera saber,
que durante o rápido abraço,
a alma veloz, escorregadia,
na surdina desfazia o laço.
Mais forte o abraçaria,
E de todas as maneiras,
eu tentaria prender na minha,
a sua louca alma fugidia.
Para que ela não levasse
o brilho do teu olhar
nem tornasse opaco também o meu,
velho e seco de tanto chorar.
Quisera fazer deste derradeiro abraço,
mil horas, mil laços e atar teu espírito ao meu.
Mas o inverso sucedeu, seu corpo à terra desceu;
e no vento gelado, que o mundo se tornou,
sua alma livre voou, e junto... a minha levou.
Roselene Navarro Oliveira, Leninha, irmã do meu ilustre e querido amigo, saudoso mestre para o exercício do Jornalismo e da vida, Jesse Navarro.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Barulho d'água (Quando Rosa faz pães)
Quando Rosa faz pães
Quando Rosa faz pães, toda a casa fica em festa,
mergulhada num ambiente que libera no ar
a expectativa de momentos inesquecíveis.
Sussurrando, já de avental à cintura,
informa-me assim que chego ao portão:
-- Hoje temos encomenda da padaria, tesouro!
Junto ao tablado da cozinha,
fico a espiar o vai-e-vem das ancas dela,
enquanto, meticulosa, ela mistura os ingredientes numa grande bacia,
e a massa, espichada, vai tomando as mais variadas formas.
Depois, olhares em silêncio, untamos as formas,
sem ligar para o excesso de manteiga que possa restar
aderido ao vão dos dedos --
afinal, ao final do trabalho, serão carinhosamente lambidos.
Por fim, com o forno já devidamente aquecido,
livrando-se do avental, anuncia:
comeremos, juntinhos, o primeiro que assar.
Na manhã seguinte, olhando a vitrine da padaria,
por alguns minutos namoro cada um dos pães,
fico me lembrando de tudo o que rolou enquanto assavam.
-- Este é dos bons, bendita é a mão que o prepara,
chega um freguês e diz, com indisfarçável gula.
Realizado com os elogios, saio fazendo figa,
torcendo para aquela fornada logo acabar,
rezando para que, ao final do dia,
ela novamente anuncie junto ao portão:
-- Amor, temos outra encomenda!
*Poema vencedor do 2º Festival de Poesia de Osasco promovido pelo grupo Rabo de Kalango
Três ou mais linhas de prosa... e de poesia
O velho lago
mergulha a rã--
barulho d´água.
Este blog, cujo nome deriva do haicai de Matsuo Bashô, tem por objetivo a divulgação de crônicas e outros gêneros literários de minha autoria -- consulte também http://www.poesiafeitaemcasa.blogspot.com e http://www.karumi.nafoto.net, outros trabalhos que assino. A cópia e reprodução dos elementos aqui contidos sem a devida autorização, por escrito, e sem estarem negociados direitos autorais e outras questões comerciais, sujeitarão o infrator a entendimentos com a lei.
Marcelino Lima
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