segunda-feira, 11 de julho de 2011

Barulho d'água (Serenata)

Serenata



Curioso como passei a sentir saudades depois que te conheci. Cinco minutos depois de um de nós sair, já começo a notar a falta que você me faz. Desconfio até que já tenha chorado por conta desta ausência, e, em algumas madrugadas, tive os olhos náufragos, à deriva pelo teto. Não vai demorar muito: nesta toada, voltarei a escrever poesias e elas, embora em outro formato, confirmarão o que escreveu Fernando Pessoa sobre como são ridículas as cartas de amor. Falei em amor, mas, que nada, isto é um exagero, sim, um ridículo exagero! Estou apenas febril e amanhã, com certeza, já terei recuperado o juízo. Então, mais sereno, com a cabeça no lugar, vou descobrir onde você mora, vou me plantar em tua janela e empunhando um violão, cantarei: “Oh linda imagem de mulher que me seduz...”

terça-feira, 31 de maio de 2011

Barulho d'água (Todo bem que houver nesta vida/Momento certo)


Todo bem que houver nesta vida/Momento certo



"Faça todo o bem que você puder, com todos os recursos que você puder, por todos os meios que você puder, em todos os lugares que você puder, em todos os tempos que você puder, para todas as pessoas que você puder, sempre e quando você puder."( John Wesley )


‎"Sua jornada moldou você para seu bem maior, e foi exatamente o que precisava ser. Não pense que você perdeu tempo. Não existem atalhos para a vida. Foi necessária cada e toda situação que você encontrou para trazê-lo para o agora. E agora é o momento certo."


Textos enviados por Samara Lima

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Barulho d'água (Há momentos)

Há momentos


Clarice Lispector


Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem

em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.


A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre
.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Barulho d'água (Tudo passa...)





Hoje, 13 de maio, é aniversário de uma pessoa muito querida, por mim, e, com certeza, pelos muitos amigos que ela tem. Costumo dizer, por ela ter o mesmo sobrenome que o meu, Lima, que a Samara, que aparece na foto acima, é minha irmã - e eu que já tenho quatro de sangue maravilhosas! --, mas, na verdade, é muito mais. Bom, por ser aniversário dela, fui levar um abraço e um presente. Atenciosa, como sempre, esqueceu-se que a data era para que falássemos dela, mas a maior parte do tempo quis mesmo é saber como eu estava e, face a um problema, doloroso, que tenho atravessado e me deixado com o interior conturbado, agitado por sérios conflitos, buscou me confortar e estimular a não esmorecer, a continuar crendo no meu dom de amar (minha fortaleza, tanto quanto meu calcanhar de aquiles!) e a seguir buscando refúgio na espiritualidade que nos conecta ao Altíssimo. Depois que nos despedimos, ela me enviou o texto abaixo, e que, agora, compartilho com todos! Feliz aniversário, maninha!




Tudo passa...



Todas as coisas na Terra passam.
Os dias de dificuldade passarão...
Passarão, também, os dias de amargura e solidão.
As dores e as lágrimas passarão.
As frustrações que nos fazem chorar... Um dia passarão.
A saudade do ser querido que está longe, passará.
Os dias de tristeza...
Dias de felicidade...
São lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no espírito imortal
as experiências acumuladas.
Se, hoje, para nós, é um desses dias,
repleto de amargura, paremos um instante.
Elevemos o pensamento ao Alto
e busquemos a voz suave da Mãe amorosa,
a nos dizer carinhosamente: 'isto também passará'
E guardemos a certeza pelas próprias dificuldades já superadas que não há mal que dure para sempre,
semelhante a enorme embarcação que, às vezes, parece que vai soçobrar diante das turbulências de gigantescas ondas.
Mas isso também passará porque Jesus está no leme dessa Nau
e segue com o olhar sereno de quem guarda a certeza de que a
agitação faz parte do roteiro evolutivo da Humanidade
e que um dia também passará.
Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro
porque essa é a sua destinação.
Assim, façamos a nossa parte o melhor que pudermos,
sem esmorecimento e confiemos em Deus,
aproveitando cada segundo, cada minuto que, por certo, também passará.
Tudo passa...exceto Deus!
Deus é o suficiente!
Chico pegou carona na Epístola de Paulo aos Coríntios: 'Tudo passa'. E escreveu uma das páginas mais sábias da literatura humana.
Um texto que se aproveita a todas as religiões, a merecer reflexão profunda em face dos dias difícieis por que atravessa a Humanidade.
Uma página de amor e esperança para os aflitos.

Chico Xavier


P.S.:

É só o amor/ é só o amor/ que conhece o que é verdade

O amor é bom/não quer o mal/não sente inveja/nem se envaidece

Ainda que eu falasse a língua dos anjos/

que eu falasse a língua dos homens/

sem amor eu nada seria...




"Tudo posso Naquele que me fortalece"

terça-feira, 8 de março de 2011

Barulho d'água (Mulheres)

Mulheres (Pablo Neruda)

Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.
Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para
suas crianças poder tê-los.
Elas vão ao medico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
Elas choram quando suas crianças adoecem
e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversario ou um novo casamento.

Pablo Neruda

Homenagem às mulheres em 8 de março, Dia Internacional da Mulher


Barulho d'água (Fumaça e a lua)


Fumaça e a lua

À janela, pôs se estridentemente a miar para a lua. E olha que o satélite nosso de cada dia sequer estava na fase cheia, antes: minguava, talvez por isso o melancólico protesto do bichano. E pensar que até o gato subir naquele parapeito confabular com a lua fosse apenas digno de lobos e de cães! Ou de poetas, de seresteiros, de bêbados, de boêmios, de chapados e, lógico de crianças, estas sempre puras, achando que ela não abre nem sob tortura os segredinhos que ouve, e não os conta para ninguém... a não ser para todos os corpos celestes que povoam até a mais nebulosa das galáxias! Mas como eles não pronunciam palavra, e ninguém entende porque tanto eles brilham, tudo acaba diluído no Cosmos... Ah, sim, e como se esquecer dos velhotes? Eles também tricotam com a lua, sobretudo, os solitários. Uns até gostam de pedir a ela que cante alguma canção, se possível, na voz de Bing Crosby, e ela, gentil, atende entoando I still love to kiss you goodnight/The thrill of you holding me tight... 

Se alguém duvidar que tais colóquios ocorrem, faça lá uma visitinha à casa do Altamiro, ora, pois, pois. Como sugestão, ofereça antes uma garrafa de bom vinho do Porto, bolinhos de bacalhau e, se possível, leve notícias satisfatórias do Vitória de Setúbal. Alegremente, ele dividirá o destilado com a moça, como o fazia Li Po, ainda que  passe a desconfiar após o terceiro cálice que ela seja fã do outroVitória, o de Guimarães. Hum, também será bom providenciar para o Fumaça uma sardinha, ou filé de pescada, do contrário, só o cão vai querer prosear com a amiga de todas as noites.

Barulho d'água (Suor no rosto)

Suor do rosto

Ricardo Noblat é diretor de redação do Correio Braziliense. Ao proferir palestra na PUC de Belô, falou sobre os desafios do jornalismo. De passagem, fez reflexão sobre o ato de escrever. “Escrever”, disse, “é um suplício para quem gosta e leva a sério o ofício. Não acreditem em quem diz o contrário. Paris pode ser uma festa. Escrever não é uma festa. Não é sequer um ato prazeroso. Dá prazer ler um texto bem escrito. Faze-lo não dá prazer. Dá trabalho”.

Texto extraído da coluna Dicas de Português do suplemento Cultura de O Estado de Minas, de 8 de abril de 2.001. A coluna é assinada por Dad Squarisi

sexta-feira, 4 de março de 2011


"Cantor bananeiro" lança primeiro CD no estilo "arrochanejo"

* Matéria, na íntegra, publicada na edição 970 do jornal Página Zero, em 4 de março, em Osasco


Wenilson Morais

Ivan Filho, pernambucano de Garanhuns, lançou seu primeiro álbum intitulado “É Show” volume 1, gravado ao vivo, cujo repertório conta com 8 músicas de sua autoria e outras 7 já consagradas por outros artistas tais como Leonardo (“Água de Coco”); Zezé di Camargo e Luciano (“Mexe Mexe”); Bruno e Marrone (“Não Tente Me impedir”) entre outros, em um gênero denominado ‘arrochanejo”. Segundo ele, trata-se de uma mistura entre o forró, que de acordo com o ritmo e maneira de dançar é popularmente conhecido por ‘arrocho’; e o sertanejo, ritmo muito apreciado no Brasil.
Ivan é casado, pai de três filhos e mora em Osasco há 18 anos. Desde então, tem atuado como vendedor de banana, daí seu apelido artístico de “cantor bananeiro”, e também vende mandioca, em frente a um supermercado no bairro do Jardim Santo Antônio, zona Sul de Osasco. O artista explica que desde menino gostava de cantar, e que essa paixão, ao ser externada em seu local de trabalho - sua banca - acabou por chamar a atenção da freguesia, que a partir disso começou a cobrar-lhe algo mais concreto. “A ideia de cantar começou aqui no meu trabalho; eu cantava todos os dias e as pessoas começaram a incentivar e pedir que eu levasse isso à frente, e isso foi o que fez com que eu tentasse e, graças a Deus, conseguisse gravar meu primeiro CD”, contou o cantor.
O CD é vendido em sua banca pelo valor de R$ 8,00. “Aqui, como eu conheço todo mundo, eu vendo até fiado; o importante é divulgar minha música”, brincou o cantor que vendia sua mercadoria e seu CD enquanto cedia entrevista.
A maioria de suas composições é baseada em fatos cotidianos, com temática de amor, de decepção, de desabafo, de histórias que acredita serem vividas por muitos; e ainda menciona que é muito difícil produzir arte sem nenhum tipo de patrocínio, como é o caso de seu CD que foi gravado a partir de recursos próprios. Ele também atenta à necessidade de ter um empresário que possa o apresentar ao cenário musical, conseguir shows entre outros eventos artísticos, já que o único lugar onde se apresenta é sua barraca, enquanto trabalha e atende aos clientes: “aqui é meu palco, é minha casa de shows, aqui eu vendo, aqui eu canto para o público, e eu fico contente, pois o povo gosta da minha música”, declarou Ivan.
O músico também falou que mesmo com essas dificuldades, seu álbum tem tido boa repercussão, inclusive fora do Estado, como em Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Maranhão, Sergipe, Alagoas, Piauí, entre outros estados. A intenção do artista é a de tentar gravar o segundo álbum
até o final deste ano.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Barulho d'água (Cordel Big Brother Brasil)

Cordel BIG BROTHER BRASIL
Antonio Barreto, cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador



Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.


Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução

No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…












Barulho d'água (Crônica Verissimo BBB 13)


Não tenho autorização do querido LFV para reproduzir esta crônica em meu blog, mas pela importância do alerta e das ponderações dele para nos salvar de tamanha aberração, creio que ele não se importará por eu reproduzi-la para vocês, caros leitores...


Crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o "BBB"
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimoschegar ao fundo do poço...A décima terceira (está indo longe!) ediçãodo BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a serdifícil, encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanhoatentado à nossa modesta inteligência.Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo,principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e supremabanalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao ladodos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos“heróis”, como são chamados por P edro Bial. Não tenho nada contragays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadezaao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é arealidade em busca do IBOPE..Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, masparece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, onegro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não soupiranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta,a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PMque gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Murode Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamentebem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de semorrer tão cedo.Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morteda cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e dadignidade.Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão emeio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente,chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos osprofessores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadoresincansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções comdedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver aisso, todo santo dia.Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida maissaudável e digna.Heróis, são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado decarentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eternaheroína, Zilda Arns).Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, comomostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria RedeGlobo.O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aostelespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outroestímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, àcriatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho emoral.E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões depessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trintacentavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões esetecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos milreais a cada paredão.Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia,alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...,estudar.... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... ,telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincarcom as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que aindaresta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.*

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Barulho d´água (De A a Z Lado B)

De A a Z (Lado B)
Caros amigos e leitores:
Publico, abaixo, nova lista indicativa para quem curte música brasileira de qualidade conferir e conhecer. São álbuns de vários estilos que eu tenho em meu tocador de MP3. De vez em quando, vou renovar as dicas e, a quem se interessar, posso informar onde comprar ou como baixar cada um destes álbuns.
1. Avarandado, Ana Salvagni
2. Bangüê, Ilana Volcov
3. Chão Encantado, Ricardo Anastácio
4. Do corpo à raiz, Ivan Vilela
5. Eu venho vagando no ar, Túlio Borges
6. Folia, Boca Livre
7. Gaita Ponto, Renato Borghetti
8. História da Música Caipira, Passoca
9. Interior, Florencia Bernales e Henry Burnett
10. Jasmineiro, Túlio Mourão
11. Katxerê, Kátia França
12. Língua de Trapo, Língua de Trapo (1982)
13. Mistura e manda, Paulo Moura
14. Na quadrada das águas perdidas, Elomar
15. O Nordeste de Lua, Elisa Paraíso
16. Papo de Passarim, Zé Renato e Renato Braz
17. Quanta, Gilberto Gil
18. Romaria, Renato Teixeira
19. Samba de Trem, Edvaldo Santana
20. Trampolim, Mônica Salmaso
21. Urobóro, Roberto Corrêa
22. Violão e outras dobras, Celso Adolfo

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Barulho d´água (De A a Z Lado A)

De A a Z (Lado A)

Caros amigos e leitores:Publico, abaixo, lista indicativa para quem curte música brasileira de qualidade conferir e conhecer. São álbuns de vários estilos que eu tenho em meu tocador de MP3. De vez em quando, vou renovar as dicas e, a quem se interessar, posso informar onde comprar ou como baixar cada um destes álbuns.
Amor Certinho, Roberto Guimarães e convidados
Bicicleta, Boca Livre
Casa de todo mundo, Mario Seve
Dança das rosas, Consuelo de Paula
EmCantos Geraes, Márcio Lott e convidados
Fulejo, Dércio Marques
Gereba convida, Gereba e convidadas
Histórias de cada canto, Tarumã
Interiores, Argonautas
Já tô te esperando, Edu Ribeiro
Kleiton e Kledir, Kleiton e Kledir, Minha História (1995)
Levante, Trio Carapiá
Meu Brasil Brasileiro, Choro das 3
Na paleta do pintor, Tânia Grinberg
Objeto Sonoro, Juarez Machado e Grupo Muda
Quando o canto é reza, Roberta Sá & Trio Madeira Brasil
Rosas para João, Renato Motha & Patrícia Lobato
Sabiá, Paula Santoro
Tocando para o Interior, Nailor Proveta
Unplugged, Gilberto Gil
Viva Elpídio, Oswaldinho e Marisa Viana
Xiló, Zé Modesto
Yamandu, Yamandu (Eldorado)
Zaparilha, Maurício Novaes

Barulho d´água (Mandinga)

Mandinga

Era um dia daqueles em que nada dá certo e resolveu ir até a encruzilhada para verificar se lá não haveria algum despacho preparado contra ele. E se houvesse a mandinga deveria ser das mais fortes, pois, já antes de sair de casa, o vidro de perfume, francês e legítimo, escapou-lhe das mãos e ploft!, espatifou-se no banheiro! Antes do almoço, no trabalho, o micro só travava, amarrando o expediente, que, ah, justamente às quintas-feiras, costuma ser ainda mais puxado. À hora da refeição, a gota d’água: o jiló, cozido na véspera pela esposa, azedara. Decidido, após engolir tudo às pressas, pegou o automóvel. Só para ir esgrimiu contra 13 quilômetros de caótico trânsito, 31 graus, sem direito ao mínimo bafejo, indicado em um enorme termômetro digital que fazia propaganda de banco. Mas estava resoluto para alcançar a encruza, lá dar uma bicuda de esquerda (conforme rezam as orientações contra macumbas), chutar sem dó o maldito ebó e, depois, sossegado, curtir uma tarde mais agradável, sem surpresas ou aporrinhações. Ainda bem antes de chegar ao local pretendido, entretanto, deparou-se com a placa “Obras, desvio!”. De novo grunhiu impropérios, agora dirigidos à mãe de alguém, mas parou ali mesmo e prosseguiu a pé. Alcançando, enfim, a encruzilhada, no local constatou: ao invés de galinha preta, velha vermelha, a foto dele dentro da boca amarrada do sapo, ou sortilégios de qualquer corrente maligna arrebentava em flor um ipê rosa! Ergueu as mãos para o céu, benzeu-se. Desfeita a cisma, beijou demoradamente a árvore e pensou até em se aliviar à sombra dela já que a comida mal mastigada pesava-lhe no estômago, o que só não fez porque julgou que seria uma heresia.
Pegou o caminho de volta até o carro, aliviado, embora seguisse lamentando ter deixado dentro do veiculo óculos contra sol e boné que o protegeriam daquele calor infernal de começo de novembro. Chegou meia hora depois ao automóvel, empapado de suor, com sede, mas dava graças a Deus por nada existir contra ele na encruzilhada. Para aumentar a própria felicidade, acabara de mijar, olimpicamente. Deu a partida para voltar à vaca fria assobiando os chorinhos que tocavam a bordo e sequer notou, repousando no parabrisa, o papel amarelo, cinco pontos na carteira de habilitação por ter estacionado atabalhoadamente em local proibido, quando, irritado, apeara do carro na altura do desvio.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Barulho d´água (Haicailinhas 2)


Haicailinhas 2 (atualização em 22 de julho de 2012)
Um dia destes comecei a buscar em caixas, gavetas e cedês fotos antigas para enriquecer meu álbum digital e, entre elas, resgatei também alguns textos e poemas, enre eles haicais, ou tercetos em forma de haicais. Nesta nova retranca para a série Haicailinhas estão alguns.
Marcelino Lima


Bem-me-quer, mal-me-quer.../O vento desfaz a nuvem/em forma de flor.
Como podes, gato,/divertir-se tanto assim/com um bago de uvas?
Grandes, amarelas./As pinhas da minha infância/não têm similares.
Rosa lá em cima./Lá embaixo, a molecada/esperando pinhas.
Quarenta caroços/E ainda está intacta/metade da pinha.
Buraco na parede,/ passa o ar, passa a luz .../...ai, ai de mim, menina!
Chuva violenta,/cairam árvores e telhas,/salvou-se a violeta.
Noite de geada —/recados de namorados/no vidro do carro.
Sol de inverno--/Uma calçada repleta,/outra vazia.
Passeio de férias –/Caminho nas ruas da infância/agora de sapatos.
Tudo fica quentinho/onde ela se deita --/gata do Jorginho.
Ah, que viagem! --/Ao descascar a laranja,/várias voltas ao mundo.
Estrelas e luas –/a noite, bem quentinha,/num prato de sopa.
Kombi da pamonha –/tudo quieto, de repente,/no prédio em obras.
Mangueira frondosa --/Com seus uis e ais,/prima maravilhosa!
Chuva passageira--/Flores de jacarandá/no dorso do cavalo.
Até meu destino/ainda tem muito chão -- Ah, pé de goiaba!
Troca na cidade./Leva milho, traz café/o carro de boi.
Os donos nem saíram,/mas os gatos já subiram --/e dormem na mesa!
Domingo de sol,/toda a família no gramado--/Doze pássaros pretos.
Na fonte da praça,/um mergulho, um vôo curto.../Bem-te-vi toma banho!
Chuva a caminho./Mesmo apertando os passos,/o vira-lata atrás.
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Estes estão postados no mural Grafitti, do portal Kakinet
Vaga-lume no quarto ­
Não fosse só de passagem,
apagaria o abajur.
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Primeiro no morro,
depois onde tomo brisa —
cai a noite na vila.

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Velho no farol
vendendo buquês de rosa ­
O sorriso é brinde.
---------------------

O gato se estica,
boceja, retoma o sono ­
Assim vai o domingo!
---------------------

Noite de saudades ­
de tanto acarinhá-la,
já desbota a foto.

Barulho d´água (Pulo de gato)

Pulo de gato

Disso eu nada entendo, sei fazer, não.
Tento é pelo prazer de experimentar.
Pelo desafio de descobrir como é durante.
De pegar as manhas arriscando.
É como meu pai dizia: a ciência das coisas
a gente aprende batendo prego e martelando o dedo,
ao serrar tocos sem molestar o nó da madeira,
danem-se os manuais e a geometria do espaço!

Barulho d´água (Sempre cantando...)

Sempre cantando
(momentos antes de a música rolar)

... então, o apresentador vai te chamar, você entra no palco soltando um gritinho tipo e ai galera?, esticando bem o ra de galera, agitando bem os braços, batendo palmas, no ritmo pá, pá, pá, dá uns pulinhos, sempre cantando, né, é cantando, não se preocupe com o quê, lindinha, a letra? não importa, tem de cantar, na verdade, nem precisa, não, basta simular, seguir o play-back, mímica de boca, certo? mas sempre naquele pique, entende? o que vale mesmo é na hora do refrão, o refrão vai estar na ponta da língua da platéia, desde o começo do programa a produção tá colocando o refrão no ar pro público já ir pegando, ai sim, na hora do refrão, então você se agita mais, canta junto, pra valer, lindinha, libera a adrenalina sem medo, olha bem pras câmeras: os caras vão te dar aqueles closes bem de rosto, enquanto você se apresenta vão alternar seu rosto, lindo rosto, hein? e umas imagens rápidas do cd, assim, bem estouradas na tela, você só segue puxando o refrão que no dia seguinte emplaca, vira sucesso, putz! todo mundo vai correr às lojas, pedir teu disco, vão falar assim lindinha, ó, é aquele que tem a música que aquela lindinha cantou ontem no programa da tv, dez, dez, você vai arrebentar de tanto vender, vai bombar, e ainda mais com este cabelo assim, vermelhão, a roupa também, tudo em cima, tudo a ver, nossa, é hoje que todo mundo fatura, ouviu? esta foi a primeira deixa, então, na terceira você vai, vai lá, firmeza, agita bem os braços, bate palmas, no pique, pá, pá, pá, lindinha, entende? sempre, sempre cantando...


17 de março de 2.004

Barulho d´água (Paraíso)

Paraíso

Já que morrer é inevitável,
ir para o céu uma possibilidade,
para que a eternidade seja menos enfadonha,
tomará que lá em cima tenha:
gente vendendo cândida pelas ruas
naquelas camionetas ou kombis estruchadas
rancho da pamonha e pastelaria de japonês,
parque de diversões, circo de um leão só,
teatro mambembe, terrenos baldios,
sem fios por perto, para soltar pipas,
melancia à vontade,
botecão para tomar umas brejas
campo de futebol para peladas.
Melhor ainda será se Deus
curtir música clássica, mas tolerar pagode,
for corintiano, e de vez em quando,
liberar as almas para ir ao Pacaembu ver o Timão,
se houver feriadão para uma pescadinha
(afinal, morto não é de ferro),
Se não for querer muito,
que também exista liberdade para amar à vontade,
mandar ao inferno quem nos encher o saco,
sem levar puxão de orelhas do Gabriel pelo impropério!

Barulho d´água (Palavras cruzadas)

Palavras cruzadas
Raul Bopp é autor de?
Cobra Norato
Sabe tudo. Elevação de Minas?
Serra da Canastra.
Serra da Canas... Certo, de novo! E o artilheiro do Brasil na Copa de 70?
Jairzinho.
Demais, deu, achei que fosse Rivelino, mas tem uma letra a menos...
Não, Rivelino é com dois "eles", tem nove letras, também, mas é Jairzinho, o Furacão.
Ta, já escrevi, agora e esta? fruto rubiáceo, típico das Antilhas, muito apreciado para licor...
Xi, nesta você me pegou, nem sei onde são as Antilhas. Começa com o quê?
Jota, de Jairzinho...
E quantas letras tem?
Uma, duas, três, oito... jabuticaba não dá, tem dez....
Acho que nunca ouvi falar, pule esta, deixa para o final, falta qual?
Mais da metade, ainda...
E ela cruza com qual?
Com Jairzinho, Canastra...
Passa...
Vou consultar o livro de frutas, quem sabe...
Não, não, o livro só tem frutas nordestinas, do Brasil.
É mesmo, puxa, sou mesmo muito lerda...
Nada disso, você só não estudou o suficiente...
É, muita enxada, mandioca para colher, roupa para lavar no rio, fazer o quê?
Dormir, dormir que já é tarde! Amanhã você acaba esta página. Quem sabe não sonha com o nome da fruta, hein?
É, quem sabe, mas prefiro sonhar com outra coisa. Que sou, por exemplo, uma bela atriz de Hollywood. E que nas palavras cruzadas há uma página na qual perguntam o nome da estrela do filme tal, ganhador do Oscar, euzinha, já pensou?
E eu? Seria quem?
O De Niro, o Redford...
Nossa, então, boa-noite! E se por acaso você sonhar, por favor, nem precisa acordar, viu, fica sonhando, nossa, fica sonhando...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Barulho d´água (Lobo mau)

Lobo mau


Empunhando o tridente do rei Tritão (na verdade, um garfo de macarronada), arma poderosa e de fantásticos recursos contra os perigos do fundo do mar, da sala, do quarto, da cozinha, da casa inteira, a criança sentiu-se forte, dominou o medo. Azar do lobo mau, que enquanto batia e centrifugava roupas, uivando e tremendo, assustou-a.
Este texto está postado também no blog "Poesia feita em casa" (www.poesiafeitaemcasa.blogspot.com ), mas alinhado como uma sugestão de poema. Ilustra uma brincadeira do Jorge Henrique quando ele tinha entre três e quatro anos e resolveu enfrentar a máquina de lavar que antes o assustava sempre que começava a chacoalhante etapa de secar roupas...

Três ou mais linhas de prosa... e de poesia


O velho lago
mergulha a rã--
barulho d´água.

Este blog, cujo nome deriva do haicai de Matsuo Bashô, tem por objetivo a divulgação de crônicas e outros gêneros literários de minha autoria -- consulte também
http://www.poesiafeitaemcasa.blogspot.com e http://www.karumi.nafoto.net, outros trabalhos que assino. A cópia e reprodução dos elementos aqui contidos sem a devida autorização, por escrito, e sem estarem negociados direitos autorais e outras questões comerciais, sujeitarão o infrator a entendimentos com a lei.

Marcelino Lima



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