Aguaceiro
O céu estava claro, estrelas começavam a luzir por todos os lados, a lua despontava, brilhante, quando, de repente, desabou um toró daqueles. Ô Deus nos acuda, pegou todo mundo de calças curtas, sô! Aeroportos foram fechados, aviões que estavam no ar pousaram onde deu, quem não perdeu as últimas pipas que ainda estavam no ar levou para casa papel, linha e taquara ensopa
dos. A decisão do campeonato, prevista para dali a algumas horas, ficou proutro dia, com já quase 20 mil torcedores nas arquibancadas, um formigueiro humano ainda marchando para o estádio. O trânsito, para variar... Isto sem mencionar os demais transtornos, alguns de proporções caóticas. E adivinhe se o túnel do Anhangabau não virou um marzão só, no qual até o Titanic poderia se arriscar a dar um rolê sem correr o risco de naufragar? Quando as autoridades decidiram convocar a imprensa para anunciar que seria decretado “estado de calamidade pública”, o chuveirão se aquietou por conta própria. Como havia começado, parou, mais nenhuma gota. Nem o mais renomado homem do tempo soube explicar o que se sucedera. Pois é, mas a culpa foi de uma estrelinha, sim, de uma estrelinha, que choramingava enquanto procurava, sem encontrá-lo, pelo pó que sempre passa nas faces para poder brilhar e ser vista pelas crianças. Estava no bolso da pontinha esquerda, onde ela mesma o colocara antes da choradeira que quase fez a terra virar mar...
O céu estava claro, estrelas começavam a luzir por todos os lados, a lua despontava, brilhante, quando, de repente, desabou um toró daqueles. Ô Deus nos acuda, pegou todo mundo de calças curtas, sô! Aeroportos foram fechados, aviões que estavam no ar pousaram onde deu, quem não perdeu as últimas pipas que ainda estavam no ar levou para casa papel, linha e taquara ensopa

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