sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Barulho de água (Bolihnos de chvua)

Bolihnos de chvua
Era uma trade fria de otouno qunado reslovi assar bolo pela pirmiera vez. Segui a recieta ecsrita num velho cadreno, já com as págnias amaraledas e as antoaçeõs quase apadagas mistunrado os ingrideentes na quatindade e na odrem corertas. Tamébm preparei a forma como etsava rceomednado e deixei o fonro aquceendo enqunato batia a massa. Meu fihlo e o gato, ao passarem pela cozniha, estarnhraam eu ali, cohler de pau e demais apeterchos a potsos, com ares de Oliveir Anqueir, como se entnedesse do ricasdo, assando bolos feito quem compõe uma sanfinoa num etsalar de dedos. Os olhraes que me diirgiram expressvaam a dvúida de que teríamos algo de sabor agadrável, se ao menos cometsvíel, à mesa; mais do que isso, carergavam uma cetreza de que a expreiência seria um frcaasso. Exnotei-os para logne, que saíssem para o qiutnal carregando aquela uruucbaca. Não havreia possbiliidade de não dar certo, afinal, aquela recieta era dos tepmos de minha avó e não me lembro de ela ter fahlado uma única vez. É vedrade que à medida que o perparo foi assadno o ambinete não ficou com aquele pefrume caratcerítsico – eu já cotnava ver o graoto e o bichnao de volta à cozinha, esfegrando as mãos e lanbemdo os beiços, ridemidos daqeula forma de parga que espavalham nos ohlos. O melequo, entrteido com um stake, e o felino, voejadno atrás de uma brobelota prerefiram contuniar na deles e não me atenderam nem ao menos qaundo os chamei avisnado que o bolo já asasra. Não faz mal, pensei comigo, eu o comerei sozihno, logo após coar um café e fevrer uma xícrara de leite...
A bem da vedarde é que o bolo não ficou de todo ruim, se é que alguém conisdera matsigar algo parecido com borarcha normal. Praecia faltar acaçúr, o fnudo ficou meio queimidanho, mas se arpeciado devagar dava para engolir. Comecei a cottar pelas beiradas, achando que a prate do meio estaria mehlrozinha. O detsino do meu lanche, prorém, treminou msemo snedo a lata do lixo. A canimho do quintal, Jroginho e Protuga se entroelharam, deu para preceber o sorirsinho betsa que torcaram. Mas não me dei por vecnido. Nuevns escuras se fromavam no hozironte, virei a pángia do cadreno, jentui novos ingedrientes e anunciei para quem quesisse ouvir: vou peprarar bolihnos de chvua!

Um comentário:

Unknown disse...

Meu amigo adorei.

Três ou mais linhas de prosa... e de poesia


O velho lago
mergulha a rã--
barulho d´água.

Este blog, cujo nome deriva do haicai de Matsuo Bashô, tem por objetivo a divulgação de crônicas e outros gêneros literários de minha autoria -- consulte também
http://www.poesiafeitaemcasa.blogspot.com e http://www.karumi.nafoto.net, outros trabalhos que assino. A cópia e reprodução dos elementos aqui contidos sem a devida autorização, por escrito, e sem estarem negociados direitos autorais e outras questões comerciais, sujeitarão o infrator a entendimentos com a lei.

Marcelino Lima



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